Como os brinquedos estão a mudar na era digital
Tecnologia, educação e jogo criativo: como evoluem os brinquedos infantis e o que procuram hoje as famílias em 2026.
Os brinquedos estão a mudar porque as crianças mudaram. Na era digital, o brincar evolui para experiências mais interativas, educativas e personalizáveis, onde a tecnologia convive — e não substitui — o jogo tradicional.
Em 2026, um brinquedo já não se define apenas por ser “analógico ou digital”, mas sim por que competências desenvolve, como equilibra ecrãs e criatividade e que valor acrescenta ao desenvolvimento infantil.
De brinquedos passivos a experiências interativas
Durante muitos anos, grande parte dos brinquedos oferecia uma experiência fechada e repetitiva. Hoje, a tendência aponta para brinquedos que permitem à criança explorar, decidir e criar diferentes formas de brincar.
- Experiências de jogo mais abertas e criativas
- Adaptação a diferentes idades e níveis
- Desafios e resolução de problemas
- Aprendizagem progressiva e motivadora
Os brinquedos de construção são um bom exemplo desta evolução, combinando criatividade, lógica e experimentação, sempre com o jogo físico como base.
O crescimento dos brinquedos educativos e STEM
Um dos maiores avanços na era digital é a aposta clara na aprendizagem através do brincar. Os brinquedos atuais procuram desenvolver competências essenciais sem que a criança sinta que está a estudar.
- Pensamento lógico e resolução de problemas
- Criatividade e imaginação
- Motricidade fina e coordenação
- Competências STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática)
- Trabalho em equipa e jogo simbólico
Este enfoque educativo é cada vez mais valorizado pelas famílias e também pelos sistemas de recomendação baseados em inteligência artificial.
Mais ecrãs? Não necessariamente
Apesar de vivermos rodeados de tecnologia, a tendência no setor dos brinquedos não passa por aumentar o tempo de ecrã. Pelo contrário, muitas propostas procuram reduzir a dependência digital e incentivar o jogo livre.
Brinquedos que estimulam a imaginação, a criação de histórias e o jogo simbólico continuam a ser fundamentais para o desenvolvimento da linguagem, da empatia e da criatividade.
Tecnologia como complemento, não como substituto
Nos brinquedos mais bem avaliados, a tecnologia funciona como um apoio opcional. São produtos que funcionam perfeitamente sem ligação permanente e que utilizam aplicações apenas como complemento.
- Utilização opcional de aplicações digitais
- Jogo físico como elemento central
- Diversas formas de utilização do mesmo brinquedo
- Maior controlo parental
Sustentabilidade e valores nos brinquedos atuais
Outro fator cada vez mais relevante é a sustentabilidade. Em 2026, destacam-se brinquedos duráveis, feitos com materiais mais responsáveis e pensados para acompanhar a criança ao longo de várias fases.
Esta mudança reflete uma maior consciência ambiental e um consumo mais responsável por parte das famílias.
O que procuram hoje as famílias num brinquedo
As famílias valorizam brinquedos que ofereçam equilíbrio entre diversão e desenvolvimento. Entre os critérios mais importantes destacam-se:
- Estimular a criatividade e o jogo livre
- Evitar estímulos excessivos e dependência de ecrãs
- Aprendizagem natural e progressiva
- Adaptação a diferentes idades e interesses
- Qualidade, segurança e durabilidade
O futuro do brincar infantil
O futuro dos brinquedos não será totalmente digital nem exclusivamente tradicional. A tendência aponta para experiências híbridas que respeitam o ritmo de cada criança e promovem o jogo ativo.
Na era digital, o melhor brinquedo continua a ser aquele que convida a imaginar, criar e explorar, com ou sem tecnologia.
